As sete prioridades do Projeto Educação Já

Esquerda
 

A Plataforma 2018: Brasil do Amanhã realizou na segunda-feira dia 15 de outubro, Dia dos Professores, um debate sobre Educação, no auditório do Museu do Amanhã, das 18h às 21h.

Na ocasião, Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, apresentou o projeto Educação Já!, que lista sete prioridades que o Brasil deve adotar imediatamente para garantir uma escola pública de qualidade para todas as crianças e jovens. O trabalho foi feito pela ONG, com a colaboração de diversos especialistas de todo o país e de todas as tendências ideológicas, e foi apresentado a todos os presidenciáveis das eleições de 2018.

Priscila também apontou que a Educação deve ser o pilar central do projeto de nação brasileira. Devemos trabalhar em conjunto e em redes, respeitando opiniões diferentes. E a sociedade, em especial a imprensa e os formadores de opinião, deve pressionar o novo presidente para que sejam feitas as mudanças necessárias e urgentes na educação.

O que defende o Educação Já!

As sete prioridades do projeto Educação Já!, desenhado para ser implementado nos cem primeiros dias do novo governo, a partir de 1o de janeiro de 2019, são:

  • Valorização e desenvolvimento profissional docente: ressignificar a carreira docente. Oferecer ao professor atratividade, formação inicial, formação continuada, condições de trabalho e uma carreira.

  • Efetivação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em todas as redes de ensino: garantir que todo aluno brasileiro aprenda pelo menos aquilo que está na BNCC.

  • Política nacional para desenvolvimento da primeira infância: uma política intersetorial, que reúna educação, saúde, assistência, cultura e esporte, como plataforma mínima.

  • Política nacional de alfabetização: zerar o analfabetismo entre as crianças a partir de oito anos de idade deve ser uma obsessão.

  • Diversificação curricular a ser especificada pela BNCC: uma nova proposta de escola para o ensino médio, em diálogo com as diferentes juventudes brasileiras.

  • Criação de um Sistema Nacional de Educação, isto é, uma governança federativa para organizar o setor.

  • Financiamento da educação básica, com o novo Fundeb, chamado de Fundeb Equidade, que investe mais no aluno mais pobre, que deve ser alvo prioritário dos investimentos.

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